Como treinar a Força de Vontade

Hoje é o dia! Quantas vezes repetimos esta mesma frase durante a nossa vida e acabamos por não ter força de vontade para fazer o que quer que queiramos fazer? Mas por que raio é que isso acontece? Seremos incapazes de cumprir uma tarefa, desejo ou qualquer tipo de objectivo?

De forma alguma! Este acontecimento deve-se ao simples facto de desconhecermos como a força de vontade funciona e de que forma a podemos “treinar”.

Força de Vontade

Por incrível que pareça a força de vontade funciona como um músculo de contracção rápida que se cansa e precisa de descanso. Situada no córtex pré-frontal, que é a parte do nosso cérebro responsável pela concentração, resolução de problemas, a manipulação da memória de curto prazo e moderação do controlo dos impulsos. É incrivelmente forte, mas não tem qualquer resistência. Diariamente agimos como se fosse um recurso de oferta infinita, mas como qualquer músculo tem uma energia limitada, renovável mas limitada. Todos aceitamos que um recurso limitado deve ser gerido, então qual a melhor forma de gerir e gerar força de vontade?

Gerir e Gerar Força de Vontade

Por ter uma oferta limitada, cada acto de vontade cria um cenário perdedor/vencedor onde ganhar numa situação imediata através da força de vontade nos torna mais propensos a perder mais tarde, porque ficamos com menos força de vontade. Vamos imaginar a força de vontade como se fosse a bateria do nosso telemóvel. Todos os dias ela começa com a bateria cheia. À medida que o dia vai passando, cada vez que a utilizamos a bateria vai descendo e com ela decresce também a determinação. Quando esgotamos a bateria, a força de vontade é pouca ou mesmo nenhuma.

A realização de tarefas que em nada nos motivam, mas que, exigem uma tomada de decisão que concentre a nossa atenção, reprimindo emoções, acabam por esgotar e até mesmo viciar a nossa bateria. Nessa altura acabamos por nos virar para as nossas configurações por defeito.

E quais são elas? – Decisões precipitadas, falar sem pensar, atacar o pacote de batatas ou bolachas mais próximo, overtraining etc..

Posto isto, qual a melhor forma de gerir este importantíssimo recurso?

“Somos o que comemos”, certamente já terão ouvido esta frase. Vários estudos revelam que a alimentação não serve apenas de alimento para o corpo mas também para a mente. Sendo a força de vontade um músculo da mente que não se recupera rapidamente, se a dedicamos a uma tarefa, ela terá menos energia para a próxima, a não ser que se reabasteça.

Se a tarefa que realizamos exigir uma maior concentração ou desempenho então teremos de ingerir alimentos que aumentem a glicose na corrente sanguínea de uma forma uniforme por longos períodos, como é o caso dos carbo-hidratos complexos (arroz e massa integral, aveia, batata doce, etc..) e proteínas (peixe ou carne, de preferência carnes brancas, leguminosas, frutos secos, vegetais, ovos e sementes).

Uma escolha apropriada da forma que carrega a sua bateria é essencial, mas quando se trata de força de vontade o timing é tudo. Para um elevado desempenho, vai precisar que a sua força de vontade esteja no máximo, para garantir que não haja espaço para se sabotar nem para desperdiçar força em tarefas pouco importantes. Assim sendo, para tirar o máximo partido do seu dia, reserve a tarefa mais importante ou exercício mais desafiante para o mais cedo possível, antes que a sua força de vontade diminua.

Lembre-se que quanto mais desgastante for a tarefa, mais perderá o seu auto-controle, o que o levará a enfraquecer a sua força de vontade ao longo do seu dia e a criar demasiada distracção, impaciência e stress. As primeiras coisas primeiro que o resto é o resto.

Hoje sou Força de Vontade.

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