Qualidade de Vida e Educação para a Saúde

Educar para a Saúde consiste em dotar o ser humano de conhecimentos, atitudes e valores que o ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como à saúde dos que o rodeiam.

A OMS(1993), com a carta de Ottawa, definiu Promoção da Saúde como “Processo que possibilita às pessoas aumentar o seu domínio sobre a saúde e melhorá-la”, ou seja, co-responsabilizou o indivíduo pela sua saúde e pela saúde da comunidade. Ainda segundo a mesma fonte, saúde é definida como um conceito positivo, um recurso quotidiano que implica um estado completo de bem-estar físico, social e mental e não apenas a ausência de doença e/ou enfermidade.

Qualidade de Vida e Educação

Objectivo da Educação para a saúde

A Educação para a saúde tem então como objetivo proporcionar ao ser humano qualidade de vida. Este é um termo muito comum nos dias de hoje, mas que cada um tem a sua própria definição, e até vai mudando ao longo dos tempos. No entanto, existe algum consenso em torno da ideia de que múltiplos fatores podem condicionar a qualidade de vida das pessoas ou das comunidades.  Em geral, é possível considerar que fatores como estado de saúde, longevidade, satisfação com o trabalho, salário, lazer, relações familiares, prazer e mesmo espiritualidade, afectam a qualidade de vida. Assim, a qualidade de vida pressupõe a satisfação de necessidades humanas fundamentais. Podemos considerar parâmetros individuais e contextuais da qualidade de vida:

Individuais: genética, estilo de vida, alimentação, atividade física habitual, gestão do stress ,relacionamentos e comportamentos de proteção.

Contextuais: moradia, transporte, segurança ,cuidados de saúde, condições de trabalho e remuneração, educação, lazer e ambiente.

Tendo como foco o parâmetro da atividade física, é importante saber de que forma podemos melhorar a nossa qualidade de vida, e assim sendo, interessa saber o que é atividade física. Esta, é toda a atividade, voluntária ou não, produzida pelos músculos esqueléticos, que resulta num aumento substancial do metabolismo, para além da taxa metabólica de repouso. No entanto, dentro da atividade física voluntária, temos o exercício físico que é definido como toda a atividade física que é planeada, estruturada e repetitiva com o objetivo de melhorar ou manter a condição física.

Este apresenta então algumas dimensões que devemos tomar em consideração quando vamos para a prática:

Volume: quantidade de atividade física ao longo de um período de tempo específico.

Frequência: número de sessões por dia/semana.

Intensidade: esforço fisiológico associado à participação num tipo específico de atividade física (ligeira, moderada, vigorosa)

Duração: tempo despendido num único episódio de atividade física

Tipo: descrição qualitativa da atividade (caminhar, nadar, etc.)

Tendo em conta estas dimensões, vamos perceber o que é mais aconselhado a cada um. Segundo o American College of Sports Medicine (ACSM) e a American Heart Association (AHA), devemos guiar-nos pelas seguintes diretrizes:

Diretrizes para adultos saudáveis com idade inferior a 65

  • Cárdio 30 minutos por dia moderado, 5 dias por semana

Ou

  • Cárdio 20 minutos por dia vigoroso, 3 dias por semana
  • 8 a 10 exercícios de treino de força, 8 a 12 repetições de cada exercício, 2 vezes por semana.

Diretrizes para adultos com mais de 65 anos

(Ou adultos 50-64 com condições crônicas, como artrite)
  • Fazer exercício aeróbico de intensidade moderada 30 minutos por dia, 5 dias por semana
  • Exercício aeróbico 20 minutos por dia vigoroso, 3 dias por semana
  • 8 a 10 exercícios de treino de força, 10-15 repetições de cada exercício, 2 a 3 vezes por semana
  • Se está em risco de cair/desiquilibrar, realizar exercícios de equilíbrio
  • Ter um plano de atividade física

Idosos ou adultos com doenças crônicas devem desenvolver um plano de atividade com um profissional de saúde para gerir os riscos e levar em conta necessidades terapêuticas. Isto, irá maximizar os benefícios da atividade física e garantir a sua segurança.

Relativamente aos adolescentes, estes devem ser fisicamente ativos todos os dias, ou quase todos os dias, como parte de brincadeira, jogos, desportos, recreação, educação física, ou exercício planeado, no contexto familiar, escolar e noutros contextos da comunidade. E é aconselhado:

  • 3 ou + dias por semana, 20 minutos ou mais, com uma intensidade de moderado a vigoroso.

É imprescindível ter conhecimento da quantidade precisa de atividade física que é necessária para atingir os diversos benefícios na e para promoção de saúde, de forma a que seja possível contribuir para a qualidade de vida de cada um.

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